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SOMOS TODOS CORINGAS



Talvez a maior surpresa no filme do coringa seja a empatia que o público criou com o personagem louco e paranoico do filme. Talvez porque no fundo, o filme retrate o que nos tornamos, homens maus, insanos, problemáticos, sem identidade certa, e caricaturas grotescas e desfiguradas daquilo que realmente deveríamos ser.

Existe um coringa em todos nós, e ele nasceu no dia em que nossos pais se rebelaram contra Deus e sua palavra no Éden. Sim, no dia em que o homem desobedeceu a Deus, ele realmente morreu. Morreu espiritualmente, moralmente, fisicamente, etc. mas também naquele dia nasceu um outro homem, não mais a imagem e semelhança do Deus perfeito que o criou, mas nasceu uma caricatura distorcida do ser.

Joker significa palhaço, uma figura pitoresca de traço exagerados e cores desconexas, marcado por uma felicidade muitas vezes sem sentido, e irreal. Assim se tornou o ser humano, alguém que coloca a máscara de um ser distorcido para esconder muitas vezes a realidade de uma vida paranoica, maligna e obscura.  

O coringa é o coringa e não tem jeito. Por mais que ele coloque um sorriso no rosto, esteja vestido de terno e sapato social, ele ainda é em essência o coringa, essa é sua natureza, essa é sua realidade macabra e sombria, ele está quebrado demais para deixar de ser quem é. O coringa mata, destrói, corrompe, violenta, e etc. Não porque ele é fruto da sua paranoia ou da sociedade, mas porque ele é essencialmente mal, e inclinado para o mal. No filme o coringa diz para sua terapeuta: “você não está me ouvindo! Você me faz as mesmas perguntas: como vai seu trabalho? Você está tendo pensamentos negativos?” Ele responde: “Eu só tenho pensamentos negativos!”   Mas ele não está sozinho, ele não é um único, ele é simplesmente a representação exata de todos os outros, apenas com máscaras e cores diferentes.

O coringa, mora em Gothan City, uma cidade que reflete exatamente seu próprio ser e caráter. É suja, violenta, corrupta, como todas as outras cidades do mundo. Porém, com um detalhe que parece singular mas no fundo também não é, Gothan City não existe, é uma cidade fictícia. Gothan City é uma representação de uma sociedade real, mas que também é um produto de uma sociedade de coringas. Gothan City não é a cidade que deveria ser, ou existir, mas como uma cidade de coringas ela é também uma distorção e caricatura da sociedade ideal.

O problema do coringa no fim de tudo é: A justiça! Ela não o deixa em paz, o persegue, e mais cedo ou mais tarde ela o alcança! Essa no final é também o problema do coringa em nós, temos sempre que lidar com a justiça e a verdade, pois ambas não aceitam as máscaras e a fraude que nos tornamos.

No fim resta uma pergunta a ser feita: existe salvação para o coringa? Ele pode ser restaurado? A resposta é, não! Ele foi longe demais. Ele precisa nascer, de novo!

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