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QUANDO A OBEDIÊNCIA NOS EMPURRA PARA O MEIO DA TEMPESTADE

Jesus  não  pediu,  não  sugeriu  nem  aconselhou  os  discípulos  a  passar  para  o outro  lado  do  mar.  Ele  os  compeliu  (6.45).  Os  discípulos  não  tinham  opção,  deveriam  obedecer.  E  ao  obedecerem,  são  empurrados  para  o  olho  de  uma  avassaladora  tempestade.  Como  entender  isso?  Por  que  Deus  permite  que  sejamos  apanhados  de  surpresa  por  situações  adversas?  Por  que  Deus  nos empurra  para  o  epicentro  da  crise?  Por que  somos  sacudidos  por  vendavais maiores  que  nossas  forças?  Por  que  acidentes  trágicos,  perdas  dolorosas  e doenças graves assolam aqueles que estão fazendo a vontade Deus?
                É  mais  fácil  entender  que  a  obediência  sempre  nos  leva  para  os  jardins repletos de flores e  não para a fornalha da aflição. José do Egito foi preso por obedecer a Deus? Misael, Ananias e Azarias foram lançados na fornalha de fogo ardente por obedecer a Deus? Daniel foi jogado em uma cova cheia de leões por obedecer a Deus? Jeremias foi lançado em um poço de Jerusalém por obedecer a Deus! Ezequiel teve a esposa morta por obedecer a Deus! E o que dizer da mãe judia que viu os setes filhos serem mortos aos poucos por Antioco Epifanio por recusarem a comer carne de porco. O que dizer do grande general romano Eustáquio (Plácido) que voltou vitorioso, como herói de guerra, na época do imperador Adriano. E por ser servo de Cristo foi morto junto com sua esposa e dois filhos no touro de bronze por se recusarem a prestar culto a júpiter.
                E o que dizer de Jesus varão poderoso em obras, aprovado por Deus que padeceu a morte de cruz por obediência ao mandado do pai celestial. E quanto a Paulo, que foi apedrejando  em Listra, logo em sua primeira viagem missionária. Na segunda viagem, ele queria ir para a Ásia, mas recebeu ordem expressa para ir para a  Europa.  Em  Filipos  foi  preso,  açoitado  e  jogado  no  cárcere  interior  de  uma terrivel prisão romana. Após a terceira viagem missionária, ao levar ofertas aos pobres da cidade de Jerusalém, Paulo foi preso. Levado por um navio a Roma; no meio da viagem o navio foi despedaçado por uma tempestade; foi parar em uma ilha, onde se aquecendo em uma fogueira uma serpente extremamente venenosa o picou. Chegou a Roma ficou preso em casa e depois na masmorra romana, ate que foi decapitado por Nero no ano 64 D.C.  MEU Deus!
                Essas pessoas sofrerão por serem obedientes a ordem de Deus. Como isso é possível? O que devemos entender é: A  presença  de  problemas  não  significa  que  estamos  fora  do propósito de Deus nem que Deus esteja indiferente à nossa dor. A questão não é: Por que o justo sofre e o ímpio prospera. Porque os dois sofrem!
                A diferença entre um salvo e um  ímpio  não é o que acontece a ambos,  mas sim o  fundamento  sobre o qual cada qual constrói a sua vida. Jesus disse que o insensato constrói a sua casa na areia,  mas  o  sábio  a  edifica  sobre  a  rocha.  Sobre  as  duas  casas  cai  a  mesma chuva  no  telhado,  sopra  o  mesmo  vento  na  parede  e  bate  o  mesmo  rio  no alicerce. Uma  casa cai, a outra permanece em pé. O que diferencia uma casa da outra  não  são  as  circunstâncias,  mas  o  fundamento. Qual o fundamento da sua vida, em quem ela esta alicerçada?
                As tempestades da vida revelam nossa verdadeira estrutura, e em quem estamos alicerçados.

Não fique desanimado por causa das tempestades da sua vida. Elas podem ser inesperadas  para  você,  mas  não  para  Deus.  Elas  podem  estar  fora  do  seu controle,  mas  não  do  controle  do  Altíssimo.




Ref. Marcos o evangelho dos milagres. Editora Hagnos - Hernandes Dias Lopes

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O CRISTÃO E O CODIGO DE BARRAS

Rm 12.1,2 O código de barras que muitos cristãos consideram o sinal da besta, por enquanto é um extraordinário sistema de catalogação. Ao passar no caixa do supermercado por exemplo a maquina leitora identifica o produto, da baixa no estoque, registra o preço, e facilita a vida de todos, a começa por quem esta na fila.             No entanto, como toda maquina a leitora do código de barras, a tal pistola, tem inteligência limitada a sua programação. Se alguém mudar o selo do código de barras de uma caixa de cereais pelo selo de um produto mais barato, como farinha, a maquina faz a leitura como se o produto fosse de fato, um saco de farinha.             A maquina leitora não faz a comparação entre o selo do código de barras e o produto. E, nesse caso, uma caixa de cereal sai do supermercado disfarçado de saco de farinha.        ...

O GRANDE GENERAL PLÁCIDO

Eustáquio, ou Plácido (nome pelo qual era mais conhecido), foi um dos grandes generais do exército romano, no início do segundo século. Seu nome e sua influencia eram notórios entre os soldados, tanto por causa de sua virtudes quanto por sua capacidade e triunfes militares. Todos o admiravam por sua brandura e seu amor à justiça e à caridade. Ele era um pai para os soldados, e tratava-os com mansidão e justiça, virtudes desconhecidas da bárbara soldadesca, mas preciadas no momento em que a sua influência benigna era sentida. Ele era generoso e caritativo com os desafortunados, e apesar de pagão, notavelmente virtuoso. A verdadeira grandeza é incompatível à propensão brutal do homem. As virtudes e a posição exaltada de Plácido atraíram os homens mais conspícuos da época, como se fora uma estrela solitária brilhando através da massa escura de nuvens, numa noite tempestuosa. Não admira que ele fosse assinalado pela Providência como objeto de graça especial, e instrumento de grandes mila...

A Parábola do Rio - Romanos 1.21-32

Havia outrora cinco irmãos, que moravam com o pai num castelo, no alto de uma montanha. O mais velho era um filho obediente. Seus quatro irmãos, todavia, eram rebeldes. O pai tinha-lhes grande cuidado por causa do rio; já lhes havia implorado que ficassem distante da margem, para que não fossem varridos pelo refluxo da maré. Mas eles não ligavam; a atração do rio era-lhes demasiadamente forte. A cada dia, os quatro irmãos rebeldes arrisca­vam-se cada vez mais perto do rio, até que, uma vez, um deles atreveu-se a tocar a água. — Segurem a minha mão — gritou ele. — As­sim não cairei. E seus irmãos o fizeram. Quando ele porém tocou a água, o repuxo arrastou-o com os outros três para dentro da correnteza, rolando-os rio abaixo. Foram despencando de rocha em rocha, girando no leito do rio. Arrastados pelas vagas, eles se foram. Seus gritos de socorro perde­ram-se na fúria do rio. Embora se debatessem tentando recuperar a estabilidade, foram impotentes contra a força da correnteza. Depois de...

REACTION!

Estou assustado de ver como as pessoas em uma mesma congregação reagem a uma mensagem que enfatize a depravação humana, a falta de mérito salvador pelas obras, e a necessidade desesperada da graça divina.  Alguns são desanimados, outros se ofendem, e ainda outros ficam totalmente irados com tais palavras severas faladas a seu respeito e de seus esforços meritórios. Contudo, outras pessoas na mesma congregação ouvem as mesmas verdades e se enchem de alegria, regozijando-se na bondade de Deus. Quanto mais escuro o quadro pintado pelo pregador, mais alegres ficam e maior fica o seu louvor. Qual é a diferença entre os dois grupos? Os que estão no primeiro grupo colocaram sua confiança na carne e se gabam de sua própria virtude e merecimento. Os do segundo grupo são os "que adoram a Deus no Espírito, e se gloriam em Cristo Jesus, e não confiam na carne” (Filipenses 3.3). Contentam-se em ter exposto suas trevas se por tal Cristo e a graça de Deus forem exaltados. Sabem q...